Existe muito mais do que a menina dos meus olhos se mostra diante de mim. Existe a complexa estrutura de uma mulher cujas feições são sempre encantadoras, mesmo em momentos que não a favorecem; uma mulher cujas curvas do corpo me agradam e formam um desenho único que me desperta o desejo de estar junto, de sentir o calor e de tomar-lhe nos braços para jamais soltar; uma mulher cujos olhos semi-cerrados exprimem todo um ar de planejada dominação perante o ambiente visualizado, causando em mim um arrepio que nunca soube explicar devidamente o motivo.
Existe nela a doçura de um anjo e a aspereza de algum tipo de inverso desse primeiro, numa variedade infindável de cores, sabores, humores e pensamentos. Quatro luas numa só noite e todo um complexo esquema de mistério que cerca a existência desse ser. Acredito que seja esse mistério que tenha me cativado no princípio.
Devo lembrar-me, entretanto, que o que quer que tenha me cativado faz parte do conjunto de uma obra: um conjunto de elementos diversos que vão desde os mais agradáveis aos mais repulsivos ao meu ponto de vista. A obra-prima final não beira nem à perfeição nem à imperfeição. Trata-se, sem rodeios, da única mulher que, com todas as suas peculiaridades, me cativou de tamanha forma e permitiu que eu enunciasse com vivacidade as três palavras mais sinceras que consigo exprimir do fundo do meu coração para resumir tal divagação a respeito da mesma:
"Eu a amo"
(Jaqueline Azizi)
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