Um lugar chamado Petrópolis. Lugar onde iniciei muita coisa na vida, lugar onde aprendi a ser criança, adolescente e mulher, que nos tempos de hoje, satura só de saber que vou permanecer por alguns dias. Lugar maravilhoso, que te afasta quando em excesso.
Imagino aqui neste lugar, vários quilômetros distante. Longe de tudo o que eu quero me aproximar, muito próximo de tudo o que eu não quero fazer, me afasta do meu foco, me tira do meu amor.
Me sinto triste. Me sinto sobrecarregada de peças que não montei por erros meus e dos outros. Me sinto carente, preciso de um cafuné pra dormir. Quem não gosta de um pouco de mimo?
Tenho andado meio confusa, um pouco compreensiva até. Tenho vontade de estar com ela.
Quem é ela?
Ela é a dona do meu coração.
Coração pesado, ferido, todo lascado pelas farpas que ela pôs aqui com suas unhas afiadas de menina inocente.
Meu coração é alado, menina!
Meu coração é valente e quer te roubar a qualquer custo. Quer te levar pra longe, onde ninguém te ache pra te tomar nos braços e dizer: "És minha!". Esse direito é só meu, que lhe encantei, me encantei e me apaixonei.
O nosso jogo é perigoso, menina! Nós somos fogo e gasolina.
Me contento em ficar aqui, esperando a primavera chegar, pra trazer o perfume das mais belas flores, pra lhe banhar e perfumar seu corpo com o cheiro de meu amor.
Sinta o cheiro das rosas, são puras como meu olhar encarecido de felicidade ao lhe ver.
Sou um ser errante, tenho muitos defeitos.
Um deles é não per pego por entre suas pernas e não ter lhe roubado pra mim antes de te assustar com os meus segredos.
Viva uma experiência comigo, venha viver no meu mundo, dentro do ramo do meu viver, meu coração.
Se quiser sair, saia. Mas o vento que sopra, um dia te trás de volta pro meu aconchego. Pro meu colo aguado de carinho.
