segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Inspire e respire uma ilusão retratada.

Respostas são como nós em cabelos.
O vento bate, a brisa beija seu rosto com um tom de paz.
Ao mesmo tempo, tudo o que tem é vão.
Não há certeza neste lugar, não é seguro.
Um olhar que não diz nada, apenas soma perguntas.
Como fazer então pra fixar-se ao chão?
Quem sabe talvez sendo arrebatador.
Quando as dúvidas se somam mais que as respostas.
Quando o escuro é mais agradável que o claro.
Percebemos o que há de errado.
Olhar, disfarçar e respirar.
Incitar, falar, magoar.
Tudo o que se move, reage de alguma forma.
Todo ser consegue sentir.
Insiste em apanhar da vida.
Insiste em ser infeliz.
Insiste em achar que há.
Fecha os olhos, então, pra sua capacidade de ser só.
Para tudo o que se acredita ser e ser o que é.
A verdade de dentro pra fora, vale mais do que demonstrações falhas.
Palavras voam com o vento.
Gestos são como toques.
Quanto mais próximo, melhor.
Quanto mais distante, mais calejado.
Dias incríveis, por dias desprezíveis.
Simples que engrandecem, em formas diferentes.
Essas são as situações.
De um ser não tão insano, mas totalmente volúvel. 
Numa bipolaridade extrema, onde a vida chegou a levar.
Num entendimento tão pouco, que falta o ar.
Não há necessidade de entender, mas sim de sentir,
Se não for capaz de sentir, retire-se, atire-se.
O longe é o mais perto.
O perto nunca esteve tão longe do agradável.
Então habita-se o vazio.
Onde no vazio começa se escrever uma história, de trás pra frente.
Onde nós todos temos a capacidade de levar nossos destinos como numa dança.
Quando não ignorado os calos nos pés, pior a desenvoltura.
Calos curam com o tempo, a sensação da dança, vai.
O concreto nunca é concreto. Incerto.
De novo, o incerto.
Quando será que eu acerto?
Nunca, talvez.
O brilho nos olhos é algo fundamental.
Faz brilhar sempre, afasta luzes ruins.
Em busca de algo que faça brilhar, encantar e amar.